Passaporte de Eliza Samudio reaparece em Portugal e revela detalhes de sua saída do país em 2007

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O passaporte de Eliza Samudio, assassinada em 2010 em um dos crimes mais emblemáticos do país, foi localizado em Portugal no fim de 2025 e entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa na sexta-feira (2/1). A representação diplomática confirmou o recebimento do documento e informou que comunicou oficialmente o Itamaraty para definir os próximos procedimentos.

Segundo informações de fontes do Ministério das Relações Exteriores, o passaporte havia sido perdido por Eliza quando ela morava em Portugal, em 2007. Apesar de não estar mais com o documento, a modelo conseguiu deixar o país europeu e retornar ao Brasil em 2 de novembro daquele ano graças a uma Autorização de Retorno ao Brasil (ARB), emitida por um consulado brasileiro. A autorização foi recolhida pela Polícia Federal assim que ela desembarcou em território nacional.

O passaporte encontrado registra a entrada de Eliza em Portugal em 2007, mas não apresenta carimbo oficial de saída. O documento foi emitido em 9 de maio de 2006 e tinha validade até 8 de maio de 2011. Após os trâmites diplomáticos, ele deverá ser enviado ao Brasil para destruição. Por se tratar de um bem pertencente ao Estado brasileiro e possuir alto valor no mercado ilegal, passaportes apreendidos são incinerados pelas autoridades.

Em nota, o Consulado-Geral do Brasil em Lisboa informou que, no mesmo dia em que recebeu o documento, solicitou orientação ao Itamaraty sobre sua destinação e aguarda resposta oficial. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre análises adicionais relacionadas ao passaporte.

O reaparecimento do documento voltou a colocar o caso Eliza Samudio no centro das atenções. A modelo foi morta em 2010, e o ex-goleiro Bruno Fernandes foi condenado por homicídio e outros crimes ligados ao assassinato. O corpo de Eliza nunca foi localizado.

Um dia após a divulgação da notícia sobre o achado do passaporte, Bruno publicou uma imagem nas redes sociais, na qual aparece à beira de uma piscina com a legenda “De olho no lance”. A postagem gerou forte repercussão nas redes, dada a proximidade com a divulgação do caso.

O documento havia sido encontrado em um imóvel alugado e compartilhado por moradores em Portugal, guardado entre livros em uma estante. O episódio reacende a atenção pública sobre um crime que, mesmo após mais de uma década, segue cercado de lacunas e forte comoção nacional.

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